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Deixa eu imaginar

Gosto de te observar de longe, de perto, de escutar a sua voz, de olhar diretamente em seus olhos e imaginar várias possibilidades. De imaginar que guarda um sentimento a mais por mim, de acreditar que você vai me dizer algo a qualquer momento.

Não sei explicar o que sinto por você, talvez seja uma simples atração física, emocional, carência ou coisa semelhante. Mas quando me aproximo de você sinto uma espécie de frio na barriga, um estranho receio de parecer “estranha” ou ser inconveniente. É difícil expressar em palavras coisas que a gente sente, só sei que é bom sentir.

Como nada é perfeito em alguns instantes o encanto se quebra, por causa de algumas atitudes e palavras, aí acabo achando você um “ogro”. Mas com o tempo vi que você é do bem, só é marrento mesmo e gosta de irritar as pessoas. Provavelmente nem sabe que me irrita, ou talvez saiba. Até porque não sei disfarçar certas emoções.

Talvez eu esteja divagando sobre algo que não existe e não há possibilidade de existir, mas me sinto bem imaginando o que poderia ser,o que não pode ser e o que tem que ser. Seja o que for estou pronta. No momento estou curtindo o seu jeito de ser, suas manias e sua companhia, mesmo não sendo da maneira que imagino.

Escrever é

Escrever é um ato de liberdade.

Com as palavras me liberto.

Com elas encontro a minha verdade.

Consigo enxergar o que erro e acerto.

Escrever é uma forma de me conhecer,

uma forma de registrar meus medos.

A escrita consegue me fortalecer.

É através dela que navego em meus segredos.

Escrever é um tipo de arte,

para muitos é uma forma de escapar,

de coisas que não querem fazer parte.

As palavras as fazem viajar.

O Livro de Aventuras

A biblioteca Grimberrys era um lugar muito movimentado, todos os dias a responsável por ela não ficava parada. A senhora Lolys amava o que fazia e sempre deixava tudo impecável.
Um certo dia ela recebeu uma visita muito curiosa, uma menina baixa de olhos e cabelos escuros. Vestia uma roupa que não estava adequada ao período atual, parecia até que tinha vindo de algum conto de fadas.
A senhora Lolys perguntou:
-Querida, posso te ajudar?
A menina respondeu:
-Olá!  Eu preciso ir embora desse lugar, aqui não é minha casa.
-Coitadinha, eu vou ajudar você. Aqui ao lado tem uma estação de trem, se quiser posso te levar até lá.
-Não, a senhora não entendeu. O meu lugar não é aqui, mas não significa que a entrada não está aqui.
Confusa, Lolys perguntou:
-Poderia ser mais clara?  Não estou entendendo.
-Alguém abriu o livro, disse as palavras mágicas e acabou me deixando nessa biblioteca.
-Qual o nome do livro?
-É o livro de aventuras, ele tem a capa dura e colorida.
Lolys rapidamente se lembra dele, já que foi ela mesma que leu as palavras em voz alta.
-Querida, peço mil desculpas!  Eu sou a culpada, achei sua história tão cativante.
-Não precisa se desculpar, a minha história só pode ser lida silenciosamente, por questões de segurança. Se for lida em voz alta quatro vezes fico presa para sempre no mundo real.

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-Isso não pode acontecer!  O que devo fazer para te ajudar?
-Para que o feitiço seja revertido, basta ler o meu final feliz em voz alta. Mas não significa que vou estar totalmente salva, o livro pode ser lido novamente, para que isso não ocorra ele deve ser guardado em lugar seguro.
-Sim querida. Não precisa preocupar, já sei em qual lugar vou guardá-lo.
-Serei eternamente grata!
A senhora Lolys leu em voz alta o final da história e a menina num passe de mágica retornou ao livro.
Ela logo ouviu alguém chamar por seu nome.
-Senhora Lolys, senhora Lolys!
Gritava Charlie, um garoto de treze anos que era um dos leitores fiéis da biblioteca.
Assustada, Lolys respondeu:
-Olá Charlie, o que houve?
-Como assim o que houve?  Eu vim devolver os livros lidos e pegar alguns emprestados. A senhora estava num sono profundo que até se assustou com a minha chegada.
-O que disse? Eu estava dormindo?
-Sim senhora!
Ela logo olha para a obra que estava sobre a mesa, era um livro da capa dura e colorida. Ficou sem saber se tinha sonhado ou vivido uma aventura.
Charlie estranha o comportamento da bibliotecária.
-A senhora está bem?
-Sim Charlie, estou ótima. Cada livro que a gente lê é uma aventura diferente. Quando a história é boa, a noção entre a realidade e a fantasia se perde.
-Está me assustando desse jeito,  por gentileza esses são os livros que estou devolvendo e quero ler esses aqui, inclusive esse que está na sua mesa.
-Claro Charlie. Mas lembre-se, leia silenciosamente, caso não seja possível esteja disposto a salvar uma donzela indefesa.
-Acho que está lendo muitos livros de fantasia, hora de variar um pouco, concorda?
Os dois começaram a rir.

 

 

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