Tag: escrita

Deixa eu imaginar

Gosto de te observar de longe, de perto, de escutar a sua voz, de olhar diretamente em seus olhos e imaginar várias possibilidades. De imaginar que guarda um sentimento a mais por mim, de acreditar que você vai me dizer algo a qualquer momento.

Não sei explicar o que sinto por você, talvez seja uma simples atração física, emocional, carência ou coisa semelhante. Mas quando me aproximo de você sinto uma espécie de frio na barriga, um estranho receio de parecer “estranha” ou ser inconveniente. É difícil expressar em palavras coisas que a gente sente, só sei que é bom sentir.

Como nada é perfeito em alguns instantes o encanto se quebra, por causa de algumas atitudes e palavras, aí acabo achando você um “ogro”. Mas com o tempo vi que você é do bem, só é marrento mesmo e gosta de irritar as pessoas. Provavelmente nem sabe que me irrita, ou talvez saiba. Até porque não sei disfarçar certas emoções.

Talvez eu esteja divagando sobre algo que não existe e não há possibilidade de existir, mas me sinto bem imaginando o que poderia ser,o que não pode ser e o que tem que ser. Seja o que for estou pronta. No momento estou curtindo o seu jeito de ser, suas manias e sua companhia, mesmo não sendo da maneira que imagino.

Não Basta Gostar

Eu estava devendo um texto sobre o período que me ausentei do blog. Por conta de compromissos de trabalho e até mesmo do meu curso,  acabei o deixando de lado. Mas também essas não foram as únicas coisas que me fizeram deixar de dar atenção ao blog, eu passei por momentos em que me fiz inúmeras perguntas. A mais frequente delas foi se realmente fazia sentido continuar tendo um espaço na Internet para escrever sobre tudo que gosto. Confesso que esse questionamento me incomodou muito. Como assim não faz sentido? Se é algo realmente prazeroso pra mim, obviamente faz muito sentido. 

Via Giphy

De certa forma eu não estava totalmente ausente, mesmo não postando como antes, eu dava um jeito de acessá-lo e rever os posts antigos, além de me divertir com detalhes engraçados, alguns até estranhos,  também me alegrava ao perceber como eu havia evoluído em muitos aspectos. A escrita é o principal deles. 

Foi esse simples ato de querer acessar o blog que não me deixou esquecer de vez dele. Ele me ajudou a não deixar as pessoas bacanas que fizeram parte do início do felicisses e estão comigo até hoje, para trás. 

O que eu pude aprender com tudo isso,  foi que muitas vezes não basta gostar de determinadas coisas, é preciso colocá-las numa posição de prioridade,  de importância. Existem momentos na vida que por conta das circunstâncias ou das nossas próprias escolhas cometemos certos erros, o que é normal e também compreensível. 

Como vocês podem perceber,  estou retomando aos poucos. Os dois últimos posts são sobre dois filmes que vi há poucos dias. Independentemente da minha rotina, desejo que no ano que está prestes a chegar, eu possa levar o blog realmente a sério, sinto que ele necessita dessa atenção. 

Via Giphy

 

Pra vocês terem uma ideia nesse exato momento tô escrevendo esse texto deitada na minha cama,  estou utilizando o aplicativo JotterPad pra realizar a missão com sucesso rs, inclusive o recomendo pra quem ainda não conhece e gosta de escrever com praticidade. 

O que quero dizer, é que essa ideia tava martelando na minha cabeça e não iria conseguir dormir sem dar essa justificativa pra mim e principalmente para quem gosta de acompanhar o felicisses. 

Acho que agora estou mais aliviada. Desejo sucesso a todos nós que mantemos nossos blogs ativos. É sinal de que mesmo que uma ausência ocorra, eles ainda estão ali aguardando ansiosamente nossa companhia. E o desejo de continuar está sempre dentro de nós.

Via Giphy

 

Meu bem

A primeira coisa que faço todas as manhãs é checar meu celular na esperança de ter algo seu. Sei que parece ser uma atitude louca e ao mesmo tempo estranha. Mas lá no fundo sei que você necessita me dizer uma coisa importante, do tipo que seria uma injustiça não expor.
Tenho que te pedir desculpas pelo que pretendo responder quando enviar uma mensagem. Dá pra notar pelas fotos que posta nas redes sociais, ele não te faz tão feliz assim, o disfarce é desnecessário. Comigo não cola. Além do mais não vejo química, às vezes fico me perguntando o que te fez sentir atraída por esse cara. Tudo bem, não posso negar que ele é bonito, mas sei que esse detalhe pra você é quase irrelevante. A conheço tão bem pra saber que possui uma sensibilidade incrível e que valoriza detalhes mais profundos e interessantes.
Lembro do dia em que me deu um CD do Coldplay, se estiver pensando que sou aqueles ex-namorados que no fim da relação jogam tudo no lixo está muito enganada. Bem que eu até poderia ser assim, mas sinceramente não consigo. Quem sabe se fosse outra mulher, não sei, mas é você.
O que sentia não mudou. Posso responder por você, sei que que ainda tem sentimentos por mim, só falta coragem de consertar algumas coisas do passado. Eu sei que sim, é a inevitável realidade meu bem,
Vi sua última publicação, sério mesmo?  Vai casar com ele?
O que a gente conversou um certo dia sobre não brincar com o coração alheio? Pelo jeito você esqueceu.
Não brinca comigo meu bem, minha paciência está esgotando, estou aguardando um sinal seu.
Não me faça mostrar o lado que você desconhece.

Escrever é

Escrever é um ato de liberdade.

Com as palavras me liberto.

Com elas encontro a minha verdade.

Consigo enxergar o que erro e acerto.

Escrever é uma forma de me conhecer,

uma forma de registrar meus medos.

A escrita consegue me fortalecer.

É através dela que navego em meus segredos.

Escrever é um tipo de arte,

para muitos é uma forma de escapar,

de coisas que não querem fazer parte.

As palavras as fazem viajar.

O Livro de Aventuras

A biblioteca Grimberrys era um lugar muito movimentado, todos os dias a responsável por ela não ficava parada. A senhora Lolys amava o que fazia e sempre deixava tudo impecável.
Um certo dia ela recebeu uma visita muito curiosa, uma menina baixa de olhos e cabelos escuros. Vestia uma roupa que não estava adequada ao período atual, parecia até que tinha vindo de algum conto de fadas.
A senhora Lolys perguntou:
-Querida, posso te ajudar?
A menina respondeu:
-Olá!  Eu preciso ir embora desse lugar, aqui não é minha casa.
-Coitadinha, eu vou ajudar você. Aqui ao lado tem uma estação de trem, se quiser posso te levar até lá.
-Não, a senhora não entendeu. O meu lugar não é aqui, mas não significa que a entrada não está aqui.
Confusa, Lolys perguntou:
-Poderia ser mais clara?  Não estou entendendo.
-Alguém abriu o livro, disse as palavras mágicas e acabou me deixando nessa biblioteca.
-Qual o nome do livro?
-É o livro de aventuras, ele tem a capa dura e colorida.
Lolys rapidamente se lembra dele, já que foi ela mesma que leu as palavras em voz alta.
-Querida, peço mil desculpas!  Eu sou a culpada, achei sua história tão cativante.
-Não precisa se desculpar, a minha história só pode ser lida silenciosamente, por questões de segurança. Se for lida em voz alta quatro vezes fico presa para sempre no mundo real.

image

-Isso não pode acontecer!  O que devo fazer para te ajudar?
-Para que o feitiço seja revertido, basta ler o meu final feliz em voz alta. Mas não significa que vou estar totalmente salva, o livro pode ser lido novamente, para que isso não ocorra ele deve ser guardado em lugar seguro.
-Sim querida. Não precisa preocupar, já sei em qual lugar vou guardá-lo.
-Serei eternamente grata!
A senhora Lolys leu em voz alta o final da história e a menina num passe de mágica retornou ao livro.
Ela logo ouviu alguém chamar por seu nome.
-Senhora Lolys, senhora Lolys!
Gritava Charlie, um garoto de treze anos que era um dos leitores fiéis da biblioteca.
Assustada, Lolys respondeu:
-Olá Charlie, o que houve?
-Como assim o que houve?  Eu vim devolver os livros lidos e pegar alguns emprestados. A senhora estava num sono profundo que até se assustou com a minha chegada.
-O que disse? Eu estava dormindo?
-Sim senhora!
Ela logo olha para a obra que estava sobre a mesa, era um livro da capa dura e colorida. Ficou sem saber se tinha sonhado ou vivido uma aventura.
Charlie estranha o comportamento da bibliotecária.
-A senhora está bem?
-Sim Charlie, estou ótima. Cada livro que a gente lê é uma aventura diferente. Quando a história é boa, a noção entre a realidade e a fantasia se perde.
-Está me assustando desse jeito,  por gentileza esses são os livros que estou devolvendo e quero ler esses aqui, inclusive esse que está na sua mesa.
-Claro Charlie. Mas lembre-se, leia silenciosamente, caso não seja possível esteja disposto a salvar uma donzela indefesa.
-Acho que está lendo muitos livros de fantasia, hora de variar um pouco, concorda?
Os dois começaram a rir.

 

 

PUBLICIDADE

Clique aqui para saber mais.